XANGÔ

 

 

Na pedreira de Xangô

Tem as forças de Oxalá

Na pedreira de Xangô

Tem as forças de Oxalá

Rola pedra meu pai

Rola bem devagar

Salve todos os seus filhos

Que pisar neste congá

Salve todos os seus filhos

Que pisar neste congá

 

Alzira – 05/09/1996

 

 

Vim da pedreira de Pai Xangô

Trazendo bênçãos a meu Congá

Terra de Umbanda

Foi quem me chamou

Pra ver o reino de Oxalá

 

 

Machadinha de cabo de ouro

É de ouro, é de ouro

Machadinha de cabo de ouro

É machadinha de Xangô

 

 

Lá em cima daquela serra

Tem uma linda cachoeira

É do meu pai Xangô

Que arrebentou sete pedreiras

 

 

No alto da pedreira de Xangô

Eu fiz meu juramento até o fim

No alto da pedreira de Xangô

Eu fiz meu juramento até o fim

Se um dia eu perder

A fé em meu senhor

Que role esta pedreira sobre mim

 

 

Sua machadinha é de ouro

É de ouro, é de ouro

Sua machadinha é de ouro

É de ouro, é de ouro

Machadinha que corta a mironga

É machadinha de Xangô

 

 

Xangô mostrai as forças

Que vós tendes

Xangô que é o rei da justiça

E não engana ninguém

Xangô caô,

Xangô, agodô

 

 

Xangô é corisco

Nasceu na trovoada

Ele mora na pedreira

Levanta de madrugada

Longe bem longe

Onde o sol nasceu

Saravá Umbanda

Saravá Xangô

 

 

Pedra rolou pai Xangô

Lá na pedreira

Segura pedra meu pai

Na cachoeira

Tenho meu corpo fechado xangô é meu protetor

Segura o ponto meu filho

Pai de cabeça chegou

 

 

Xangô de Jacutá

Salve Oxóssi

Salve Ogum

Salve os três reis de Umbanda

Em Aruanda, salve Oxalá

Salve Ibejê

Xangô, caô, Xangô, auê

Salve Iemanjá

Salve Omulu

Salve o povo de Umbanda

Em Aruanda

Salve Obaluaê

 

 

Estava olhando a pedreira

Uma pedra rolou, ela veio

Rolando e bateu em meus pés

E se fez uma flor

Quem foi que disse

Que eu não sou filho de Xangô

Ele mostra a verdade

Se atira um pedra

Ela vira uma flor

Toda verdade de justiça e proteção

Filho de pai Xangô

Ninguém joga no chão

Quantos lírios já plantei no meu jardim

Uma pedra a atirar é um lírio para mim

 

 

Meu pai Xangô, chegou do reino

Meu pai Xangô é Orixá

Olha, seus filhos lhes pedem,

meu pai

Fé e proteção pra este Congá

 

 

Quem rola pedra na pedreira

É Xangô

Pedra rolou na cachoeira

É Xangô

Viva a coroa de Zambi

Viva é Xangô na Aruanda

Viva oi quem vence a demanda

É Xangô

 

 

Xangô, e, e, e, e

Xangô, o, o, o, o

Trazei filhos pro terreiro

Que falange já chegou

Ajude filhos de Oxalá

Ajude filhos de Xangô

Na cangira de Umbanda indaio

Xangô da lei maior

Xangô maior

Xangô da lei maior

 

 

Lá em cima daquela pedreira

Tem um livro que é de Xangô

Caô, caô, caô, cabecinha

 

Xangô, te ara o rou

Xangô te coroou

Filhos de pemba

A Umbanda chora

Xangô gira na angola

Se a Umbanda gira, gira, gira, girê

Se a Umbanda gira, gira, gira, giro

Deixa a gira girar

Saravando Iansã

Pai Xangô e Iemanjá, oi

Oi deixa a gira girar

 

 

Eu vi Santa Bárbara e Xangô

Estavam sentados em cima da pedra

Estavam rezando pra todos seus filhos

Xangô é homem que vai a guerra

 

 

Ai meu Senhor do Bonfim

Valei-me meu salvador

Vinde salvar vossos filhos

Povo da Bahia chegou

Lá onde mora Xangô

É que os pretos vão buscar

As vibrações de amor

Para os filhos sofredor

Xangô vem ajudar

Estes filhos sofredor

Nas cachoeiras

Em noites enluaradas

Vai buscar as vibrações de amor

 

 

Quando a lua aparece

O leão na mata roncou

A passarada estremece

Foi a coral que piou, piou, piou

Foi a coral que piou

Salve o povo de Congá

Aí vem nosso rei de Umbanda

Saravá nosso pai Xangô

Saravá nosso pai Xangô

 

 

Na cangira de Umbanda indaio

Xangô da lei maior

Xangô maior

Xangô da lei maior

 

 

PONTO CRUZADO COM OXUM E OGUM

 

Xangô rolou a pedra na pedreira

No mar bordou-se o manto de Iemanjá

Mamãe Oxum cantou nas cachoeiras

Tendo a espada de Ogum a batalhar

Ogum Megê, Megê

Vem de Aruanda

A seus filhos proteger

 

 

Bamba roe

A terra é da Jurema

O leão veio da mata

O seu grito é muito forte

Seu machado tem bom corte

O meu rei é Xangô

O meu rei é Xangô